Poluição Luminosa

Por definição, poluição luminosa é toda iluminação que é emitida de maneira excessiva ou inapropriada para seu destino, causando impacto no meio ambiente, na saúde e na economia. Tal problema geralmente é fruto de um planejamento de iluminação inadequado para determinado ambiente. Além de impedir uma visibilidade nítida do céu noturno, a má iluminação pode se tornar um caso de segurança pública, pois cria pontos de baixa visibilidade, favorecendo a criminalidade e acidentes. Segundo o Laboratório Nacional de Astrofísica, existem atualmente três tipos de poluição luminosa:
  1. SKYGLOW: Casos de luzes direcionadas para alto que são acentuados pelos gases poluentes concentrados na atmosfera e deixam o céu com um tom alaranjado (se as lâmpadas forem a base de vapor de sódio) ou esbranquiçados (quando as lâmpadas são a base de mercúrio).
  2. GLARE: Luz emitida de maneira excessiva causando agressão e cegueira momentânea. Um bom exemplo deste caso é a leve cegueira causada pelos faróis altos de um automóvel.
  3. TREPASS: Quando a luz é mal posicionada, de modo a invadir outros espaços. Exemplo: Um cômodo que não fica totalmente escuro por causa da luz de um poste fora da residência.
 

poluicao-luminosa-exemplo-vs-iluminacao-natural Exemplo de poluição luminosa tipo skyglow (fonte da imagem aqui).

  E não é apenas durante a noite que a poluição luminosa ocorre. Casos de uso exagerado de luz artificial e mal aproveitamento de iluminação natural são extremamente comuns e igualmente nocivos à saúde humana. Um estudo realizado pelo Departamento de Neurologia da Universidade Thomas Jefferson na Philadelphia, USA, aponta a ligação do câncer de mama à exposição a iluminação artificial excessiva. Além de ser nociva à seres humanos, este tipo poluição ainda prejudica ciclos migratórios, alimentares e reprodutivos de diversos animais, pois causa desorientação. Os filhos de tartarugas marinhas, por exemplo, são guiadas para o oceano logo após seu nascimento graças a leves estímulos luminosos causados pela luz da lua e das estrelas refletindo na água. Com o excesso de iluminação nos arredores da praia os filhotes ficam desorientados e acabam por nem alcançar o oceano, muitas vezes.   Problema complicado, solução simples.   O país pioneiro em lançar uma legislação para parametrizar a iluminação foi a República Tcheca, em 2003, seguido de países como Estados Unidos, França, Chile e Espanha. No Brasil o debate ainda não ganhou muita força, porém, o primeiro passo já foi dado: em 1995, o Ibama aprovou uma portaria que regula a iluminação nas praias, visando proteger os filhotes de tartarugas marinhas. A redução de poluição luminosa é bem simples: planejamento. O uso de iluminação natural durante o dia e lâmpadas adequadas durante a noite já reduzem boa parte dos problemas. Ainda segundo o LNA ( Laboratório Nacional de Astrofísica), “a iluminação correta é aquela na qual a luz incide única e exclusivamente na área que precisa ser iluminada, durante o tempo no qual a iluminação é realmente necessária e utilizando lâmpadas que ofereçam a definição de cores adequada para a aplicação específica.”, como demonstra a ilustração a seguir:   iluminacao-artificial-certo-e-errado Exemplos de formatos adequados de lâmpadas que ajudam a evitar a poluição luminosa (fonte da imagem aqui).    
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